“Cinco décadas para restaurar Mariana”, alertou a presidente do WWF- Internacional

WWF B

Yolanda Kakabadse Navarro, Presidente do WWF International durante a COP 21 – Foto – Reuters

A tragédia de Mariana, em Minas, foi um dos destaques da palestra da presidente do conselho internacional do WWF, Yolanda Kakabadse, na manhã desta terça-feira (8/12), em Paris. Ela participou do evento paralelo “Forests for the People, Oceans for the Climate”, na COP 21, que aconteceu no Climate Generations Areas, espaço reservado à sociedade civil, ao lado do Le Bourget, que discutiu a importância das florestas e dos oceanos para o combate às mudanças climáticas.
De acordo com Kakabadse, o futuro desses habitats está em perigo. O rompimento das duas barragens na cidade mineira é um dos exemplos mais recentes de prejuízos ambientais para as florestas no mundo. “A lama tóxica já começou a se espalhar para a costa brasileira. Os danos ao meio ambiente foram tão profundos que precisaremos de cinco décadas para restaurar a biodiversidade da Mata Atlântica daquela região”, ressaltou.
A presidente, que é ex-ministra do Meio Ambiente do Equador, destacou ainda o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), criado em 2002 pelo governo federal brasileiro em parceria com organizações da sociedade civil, como o WWF, organismos internacionais e empresas privadas. “O Arpa protege uma área imensa, de aproximadamente 60 milhões de hectares, do tamanho da Espanha e de Portugal juntos. Apoia unidades de conservação importantes como o Parque Nacional do Tumucumaque que possui espécies emblemáticas, como a onça-pintada”, detalhou.
Segundo ela, o Programa possui grande relevância por desenvolver um modelo de conservação para os próximos 25 anos. “Precisamos desse tipo de visão, de sustentabilidade a longo prazo. E é isso que esperamos do próximo acordo climático”, explicou.
Peter Graham, diretor do Programa de Florestas e Clima do WWF, também participou do evento e destacou a relevância das florestas, os pulmões do mundo, para o bem-estar da humanidade. “Elas são parte da solução, não do problema. Preservá-las significa diminuir as emissões de carbono na atmosfera”, alertou.

*Por Frederico Brandão, de Paris

Fonte – WWF Brasil

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