SESI apoia gestão sustentável de micro e pequenas empresas

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O investimento em inovação melhorou em 35% a produtividade da Arte Nobre, madereira de Brasília / Foto: José Paulo Lacerda

A fabricante mineira de kits eletrônicos didáticos Exsto Tecnologia, de 60 funcionários, melhorou a gestão de processos e de pessoas e, entre os resultados, conseguiu reduzir o prazo médio de entrega de produtos de 90 para 60 dias de 2012 para cá. A coordenadora de Recursos Humanos da Exsto, Giliani Souza, conta que os atrasos na entrega dos produtos eram recorrentes. Por meio da consultoria, foi realizado um mapeamento de processos e implementado um sistema para acompanhamento da produção. “Também foi feito um diagnóstico para identificar as principais doenças que provocavam faltas no trabalho e, por meio de medidas simples, como vacinação contra a gripe em meses de frio, houve redução do absenteísmo em 30%”, conta.

Essas e outras conquistas da empresa vieram após consultoria do Serviço Social da Indústria (SESI) no projeto Gestão Sustentável para a Competitividade, realizado desde 2011 com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Na primeira etapa do programa, que será concluída até março de 2016, serão investidos US$ 4 milhões. Ao todo, 360 micro e pequenas empresas em seis estados – Ceará, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais – e no Distrito Federal são beneficiadas. Entre os serviços, está o diagnóstico das empresas em áreas como tecnologia e inovação, gestão, segurança e saúde no trabalho e meio ambiente. A partir daí, o SESI ajuda os empresários a executarem as ações que melhoram a eficiência e aumentam a competitividade do negócio.

Com outras oito empresas do arranjo produtivo local de eletroeletrônico de Santa Rita do Sapucaí (MG), também atendidas pelo projeto do SESI com o BID, a Exsto Tecnologia começou neste ano a desenvolver um programa de coleta seletiva e reciclagem em parceria com uma escola pública do município. A renda arrecadada com os resíduos trazidos pela comunidade é revertida em compra de equipamentos e materiais para a escola. “Para atendermos a critérios de sustentabilidade, também precisamos nos preocupar com causas da comunidade onde estamos inseridos”, diz Giliani.

Outra empresa que conseguiu bons resultados no projeto do SESI com o BID é a Zaroo Confecções, localizada no município de Dois Vizinhos, no Paraná. Desde 2012, a indústria reduziu de 9% para 2,5% o índice de perdas com peças produzidas fora dos padrões de qualidade e conseguiu um crescimento de 15% na produção. Conforme a gestora da empresa, Elisa Latreille, o resultado é consequência de mudanças na gestão e em investimentos no bem-estar dos funcionários. Entre as ações implementadas estão a revisão da missão, visão e valores da empresa, com divulgação a diversos públicos, incluindo funcionários, treinamento de líderes e ajustes ergonômicos no processo produtivo.

Elisa conta ainda que, para reduzir o absenteísmo, a empresa criou um prêmio de assiduidade que pode incrementar em até 12% o salário dos funcionários que menos se ausentam. “Hoje trabalhamos sem horas extras e com clima mais harmônico e saudável”, declara.

BASES PARA O FUTURO – Para a Nunes de Resende Montagem em Geral, do setor metalmecânico, a iniciativa melhorou o conhecimento das necessidades das grandes empresas automobilísticas que contratam os serviços da empresa. De acordo com o administrador Felipe Nunes, os gestores e funcionários da Nunes de Resende passaram a entender os requisitos de sustentabilidade das multinacionais e estão se capacitando para atendê-los. A empresa também pretende obter certificações de qualidade como o ISO 9000 e o ISO 16949, específica para o setor automobilístico. “Com esses esforços, pretendemos ter crescimento de 10% no faturamento da empresa ao ano a partir de 2016”, planeja.

O programa do SESI e do BID ajudou ainda a empresa, de 22 empregados localizada no município de Resende (RJ), a promover um projeto de profissionalização da gestão. Nunes conta que, durante os 40 anos do negócio, a administração foi familiar. “Desde 2013, estamos passando por mudanças na gestão para alcançarmos novos patamares de crescimento e o programa Gestão Sustentável para a Competitividade veio contribuir com esse processo”, destaca. Entre os avanços, o maior incentivo à inovação está na estratégia da empresa. “Inclusive, estamos nos preparando para participar do próximo Edital SENAI SESI de Inovação, com projetos voltados para ganhos de produtividade e diferenciação”, conta.

No Distrito Federal, a madeireira Arte Nobre também inseriu a inovação na estratégia de negócios e, em 2014, com auxílio da consultoria do SESI, adquiriu uma nova tecnologia que, a partir do desenho de peças de madeira, calcula e produz peças com precisão. De acordo com o dono da empresa, Alcimar do Nascimento, a máquina melhorou em 35% a produtividade da produção, já que dispensou boa parte do trabalho manual e de erros na medida de peças. “Além disso, reduzimos o prazo de entrega de peças, gerando mais satisfação dos clientes”, diz Nascimento.

O projeto do SESI com o BID deve se estender a todo o país a partir do próximo ano e deve beneficiar mais mil micros e pequenas empresas até 2017.

*Por Maria José Rodrigues

Fonte: Portal da Indústria

 

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