Estado da Bahia incentiva utilização de energia solar em residências

Na Bahia, os dias de sol são permanentes o ano inteiro, o que torna o Estado privilegiado pelo alto potencial de captação de luz para geração de energia solar. Uma vez que o custo da energia elétrica tem aumentado ao longo do tempo, o valor para instalar sistemas fotovoltaicos (FV) faz o caminho inverso, diminuindo anualmente. Além de não poluir a atmosfera, e contribuir para a redução do impacto ambiental, esta fonte alternativa pode alcançar cerca de 70% de economia na conta do fim do mês.

Visto como um investimento cada vez mais atrativo, a instalação do sistema solar representa uma economia significativa. Mas é preciso pensar a longo prazo. Por exemplo, uma casa com consumo de 300 kWh, considerando que a conta de energia para uma residência deste porte seja de R$ 200, pode ter o retorno deste investimento em 10 anos, sendo que as placas têm uma vida de útil de 25 anos. O consumidor deve obter uma economia de até R$ 27 mil nos próximos 15 anos.

A adesão ao sistema de energia limpa na Bahia ainda acontece de forma tímida. Atualmente, existem 21 sistemas de geração solar, entre residenciais e comerciais, registrados pela concessionária. As instalações que possuem sistemas de abastecimento isolados de equipamentos, como por exemplo, chuveiros elétricos, não entram nesta lista.

O engenheiro civil, Alfredo Melo, apostou na ideia e instalou uma usina, há cerca de um ano, em sua própria casa, localizada em Itabuna, sul do Estado. Para ele ainda falta divulgação e incentivo ao uso de energias alternativas. “Adoto medidas socioambientais há alguns anos, mas, sei das dificuldades que ainda temos no acesso aos sistemas. Eu aliei o conhecimento que tenho no assunto, as altas contas e taxas energéticas e implantei a primeira usina residencial da cidade. O resultado eu já sinto no bolso e na consciência”, afirma.

Alfredo é autossuficiente na geração de energia, e a sua usina abastece a casa onde moram quatro pessoas. O retorno financeiro do investimento feito tem sido uma surpresa para o engenheiro. “Eu já recuperei 10% do que investi. Eu esperava reaver o dinheiro em cinco anos, mas com a constante alta dos preços e impostos de energia, que hoje eu não preciso pagar, irei recuperar em três anos, no máximo quatro”, afirma confiante.

Como funciona

Os projetos para a instalação dos painéis fotovoltaicos ficam por conta de empresas especializadas. Profissionais capacitados na área avaliam a necessidade e aplicação do sistema, desenvolvem um projeto que será submetido a aprovação da concessionária de energia, e com a autorização do órgão realiza a instalação das placas solares.

O consumidor precisará de um novo medidor, que calcula quanto foi gerado e quanto foi consumido. O sistema adotado é o de compensação, podendo injetar a energia excedente, produzida por seu microgerador, na rede elétrica e receber uma compensação, em kWh, da distribuidora. Ou seja, a cada mês pagará somente o valor da diferença entre a energia consumida da rede pública e a gerada pelo sistema.

Em caso de ser gerado excedente o consumidor terá um crédito junto a concessionária para ser consumido em até três anos. Quem optar pode também direcionar o crédito para outra residência que esteja cadastrada no mesmo CPF ou CNPJ, e poderá fazer o abatimento na conta.

Linha de crédito

Já existem algumas opções para pessoa física financiar a compra e instalação do micro ou minigerador FV no país, com crédito a partir de R$ 70 a R$ 180 mil. Há dois principais bancos públicos brasileiros que oferecem a linha de crédito: Banco do Brasil (BB Crédito Material de Construção) e Caixa Econômica Federal (Construcard Caixa).

Fornecedores

Para facilitar a busca por empresas que atuam nesta área, o Instituto Ideal em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, GIZ e KfW no Brasil, desenvolveu um mapa para ajudar a localizar uma empresa projetista, instaladora ou fornecedora de equipamentos de geração solar fotovoltaica em todo o país. Para acessar o mapa: http://www.americadosol.org/fornecedores.

Fonte: Ascom/Seinfra-BA

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