Salvador ganha evento gratuito e mensal sobre economia criativa

Primeira edição do Encontros Criativos reuniu cases de Tereza Paim e Pracatum, além de representantes do poder público e do Sebrae

Que Salvador é uma cidade com grande potencial criativo, ninguém tem dúvidas. No entanto, no que diz respeito à sua economia, ela pode ser considerada uma cidade criativa? Com esta provocação, foi iniciada a série Encontros Criativos, nesta segunda-feira, 30, no Teatro Sesi – Rio Vermelho. O evento mensal e gratuito, já promovido em São Luiz e Cuiabá, aproveitou a proximidade com o aniversário de 466 anos Salvador para estrear na capital baiana, com o tema “Novos espaços de valorização da cultura, de convivência social, inovação e empreendedorismo”.

Realizado pela Barcelona Media Inovação Brasil (BMiBrasil) para fomentar a economia criativa, o encontro, em formato de talk show, reuniu no teatro dois casos de sucesso: a chef Tereza Paim, do Restaurante Casa de Tereza, e Ruth Buarque, diretora de desenvolvimento social da associação Pracatum. Ambos os empreendimentos integram o Projeto Territórios Criativos, do Sebrae Bahia, representado por sua coordenadora de Economia Criativa, Luciana Santana.

O poder público também se fez presente no debate, através de Carmen Lima, diretora da Economia da Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), e de Adriana Campelo, diretora geral do Trabalho e Qualificação Profissional, da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Emprego do município de Salvador (Sedes).

Integração de setores criativos

“Eu enxergo a comida como a representação da cultura de um povo. Depois do idioma falado, é a linguagem que mais diz ao mundo de onde somos. É a única arte que nós precisamos consumir todo dia, senão morremos”, defendeu a chef Tereza Paim. Ela compartilhou a sua experiência de economia criativa no território do Rio Vermelho, com o restaurante Casa de Tereza, onde busca o diálogo da gastronomia com outras artes, levando ao empreendimento desde o urbano grafite até cerâmicas feitas por artistas baianos do interior.

Esta integração é necessária, segundo Richard Alves, diretor geral da BMiBrasil. “Ao desenvolver setores de maneira isolada, não estamos promovendo a economia criativa”, afirmou. A importância do comprometimento dos empreendedores neste sentido também foi lembrada por Luciana Santana, do Sebrae Bahia. “Precisamos de pessoas que, como a Tereza, tomem a frente, façam a diferença. Pedimos que os empreendedores criativos nos procurem para estruturarmos ações que não sejam pontuais, mas sustentáveis, e que fortaleçam os bairros, para que Salvador se apresente como case no mundo”.

A gastronomia de Tereza Paim, aliás, participará de outra ação em conjunto, desta vez no Candeal. Ruth Buarque, da Pracatum, anunciou a realização do festival “Candeal e tal”, com início no dia 11 de abril, em que Tereza estará presente com algumas de suas iguarias. O projeto visa reforçar as potencialidades do bairro de Carlinhos Brown, que também se apresentará no festival, para fomentar a economia local. “Quando começamos a falar com o Sebrae, vimos que nós éramos mais que um bairro, éramos um território. Nesse conceito, vimos que a música era o que impulsionava o nosso desenvolvimento. Quando trouxemos o gueto para a agenda cultural da cidade, a gente se deu conta da força da cultura e da música do Candeal”, explicou.

Iniciativas públicas

Carmen Lima, da Secult, apresentou iniciativas do estado, como o convênio Bahia Criativa, firmado com o Ministério da Cultura, e o Plano Estadual de Cultura, aprovado em 2014. No entanto, ressaltou que o desenvolvimento do setor se dá no longo prazo e com um envolvimento que extrapola o poder público. “É um desafio não só do governo, mas da sociedade”.

Lembrando casos de sucesso internacionais na exploração do potencial criativo, como a cidade Sidney, na Austrália, Adriana Campelo, da Sedes, lembrou que os empreendedores devem estar atentos. “A ideia de consumo não é mais monetária. É todo o serviço que conta. Em épocas de crise, precisamos pensar em como o comércio, por exemplo, pode fazer uso dessa experiência”, alertou. Ela ainda adiantou que o tema é assunto de debate no âmbito da prefeitura. “É um desejo do município alinhar um plano de desenvolvimento de economia criativa, tendo como premissas: parcerias, empreendedorismo social, design, marca, o consumidor como agente de mercado, a experiência e a sustentabilidade”.

Encontros Criativos

Criado para discutir diversos assuntos relacionados à economia criativa – conceito que engloba negócios desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual -, o evento já tem a data da sua próxima edição: 28 de abril. Os interessados podem obter mais informações e realizar inscrição com a BMiBrasil, através do telefone (71) 3019-3113.

Os Encontros Criativos são realizados pela BMiBrasil e têm o apoio institucional do Sebrae Bahia, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Emprego de Salvador e do Teatro Sesi – Rio Vermelho.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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