Mutirão recebe mais de 300 refugiados sírios na zona sul de São Paulo

Segunda ação integrada da Prefeitura de São Paulo reuniu serviços de saúde, direitos humanos, educação e orientações para o trabalho.

A Prefeitura de São Paulo, em parceria com a Sociedade Beneficente Muçulmana de Santo Amaro (SOBEM), realizou neste último sábado uma ação para atender mais de 300 refugiados sírios e moradores de Cidade Ademar na Mesquita Santo Amaro, zona sul da cidade. Coordenado pelo programa São Paulo Carinhosa, dirigido pela primeira-dama, Ana Estela Haddad, o mutirão envolveu diversas secretarias para o atendimento de famílias e crianças em situação de vulnerabilidade social, oferecendo serviços de saúde, direitos humanos, educação e orientações para o trabalho.

“Esta é a segunda experiência que estamos realizando com a ajuda de diversas áreas da Prefeitura que tem uma interface com a imigração. Pelo fato de que nas famílias há muitas crianças, nós estamos tentando contribuir um pouquinho e temos também junto conosco as secretarias de Direitos Humanos, Educação, várias áreas da Saúde, Assistência Social e Trabalho. Então está ação é como um acolhimento para a chegada que eles têm aqui”, afirmou Ana Estela.

Assim como a primeira ação, realizada em junho do ano passado na Mesquita do Pari, região central, o mutirão realizado em Santo Amaro teve o objetivo de integrar os refugiados junto a sociedade brasileira. Esta atitude cidadã faz com que dezenas de famílias recém-chegadas ao Brasil sintam um pouco mais de conforto nesta acolhida, eliminando as principais dificuldades que encontram.

“Meu marido veio quatro meses antes que eu e mesmo assim tive muita dificuldade, principalmente na comunicação. Muitos conhecidos desembarcam no aeroporto e não conseguem se comunicar, mesmo falando inglês. Hoje eu vim aqui para conhecer melhor os serviços de saúde e aproveitei para colocarmos as nossas vacinas em dia. É muito importante saber que existe um serviço assim”, disse Rania Tameen, enquanto esperava para ser atendida ao lado de seus dois filhos. Rania já se inscreveu para o curso de português oferecido pela comunidade.

Serviços

A parceria com a Secretaria Municipal de Saúde possibilitou que os refugiados fossem cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, durante toda a tarde foram oferecidos exames preventivos, orientações sobre a dengue, teste para diabetes, pressão arterial, avaliação de saúde bucal e vacinação para crianças e adultos.

A Secretaria Municipal de Educação também esteve presente prestando orientações sobre vagas nas escolas municipais de ensino infantil e fundamental (EMEIs e EMEFs). Durante os atendimentos, também foram oferecidos serviços de inclusão social, como o cadastramento no programa Bolsa Família.

“Eu vim aqui para conhecer de perto como está o acolhimento e o atendimento aos imigrantes e refugiados desta guerra civil na Síria, que tem causado tantos problemas. Eles fogem e acabam chegando aqui no Brasil, em especial em São Paulo, onde há a maior comunidade sírio-libanesa. Eles sabem que podem ser acolhidos pelo colégio 24 de Março, pela mesquita mulçumana e pela SOBEM. Por este motivo, a parceria que estamos realizando aqui hoje é fundamental”, afirmou o secretário municipal de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy.

Inclusão no mercado de trabalho

Mesmo com qualificação e ensino superior, muito refugiados encontram dificuldade na hora de conseguir um emprego formal pela inexistência carteiras de trabalho e principalmente pela baixa fluência na língua portuguesa. Por conta disso, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo realizou o cadastramento da comunidade no Centro de Apoio ao Trabalho (CAT).

“Nós temos aqui muitos médicos, engenheiros, arquitetos, então o primeiro problema é resolver a questão da documentação. A partir do momento que você tem a documentação em mãos, nós temos que garantir que hajam carteiras profissionais para que eles sejam inseridos no mercado de trabalho e principalmente, que hajam empresas que ofereçam vagas para esses trabalhadores”, afirmou o secretário Artur Henrique.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

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