Peta denuncia indústria de pele chinesa pela morte de milhares de cachorros

Falta de legislação para proteger animais incentiva esse tipo de situação na China / Foto: Divulgação/Peta

Falta de legislação para proteger animais incentiva esse tipo de situação na China / Foto: Divulgação/Peta

Nesta quinta-feira (18) a Peta (sigla em inglês para Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) denunciou o sacrifício de milhares de cachorros na China para a confecção de artigos de couro. São luvas, sapatos, cintos, jaquetas, entre outros acessórios, que são inclusive exportados para diversos países.

Em um relatório que inclui fotos e vídeos feitos clandestinamente no interior de fábricas chinesas do setor de peles, a Peta revela que alguns matadouros chegam a sacrificar de 100 a 200 cachorros por dia para confeccionar couro para acessórios de pele, tais como cintos, bonecos e jaquetas.

“Grande parte do couro do mundo provém da China, onde não há leis que punam o abuso contra animais sacrificados por causa de sua pele”, adverte a organização, que afirma que após seu estudo “as pessoas devem pensar duas vezes antes de voltar a comprar algo com couro”.

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Foto: Divulgação/Peta

O estudo, que durou um ano, foi feito através de visitas a três matadouros e seis fábricas da China, que segundo a Peta produzem também objetos que depois são exportados para outros mercados, embora o relatório não dê nomes concretos. O couro obtido dos cachorros é mais grosso e de pior qualidade que o procedente do gado bovino e ovino, por isso costuma ser vendido mais barato.

Nos últimos anos, na China cresceu a conscientização contra os maus-tratos aos animais, com especial sensibilidade em relação aos cachorros, que também são algumas vezes consumidos em restaurantes, embora muitos deles fiquem em regiões isoladas do país, como o sul ou áreas habitadas pela etnia coreana.

Neste processo de conscientização aconteceram “libertações” de centenas de cachorros que eram levados a matadouros para usar sua carne ou sua pele, e também houve muitas vozes que pediram o fechamento do famoso Festival de Carne de Cachorro de Yulin, no sul do país.

Assista aos documentários. As cenas são fortes.

A situação na China já é mundialmente conhecida. Além dos maus tratos aos animais, há os casos de trabalho análogo à escravidão. Por causa dessas condições, os produtos chineses podem ser vendidos a preços mais baixos, pois eles conseguem margem para tanto. Por outro lado, alternativas à utilização do couro de animal já existem. Confira na matéria da Galileu. Já que há solução, o que falta é legislação adequada e iniciativa dos governos e das empresas, até que métodos de produção abusivos não tenham mais lugar no mercado.
*Redação
Fonte: Galileu

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