Economia criativa: a substituta da economia tradicional

Maria Alana Brinker é Relações Públicas e trabalha como profissional de Comunicação e Responsabilidade Social terceirizada na Petrobras.

Maria Alana Brinker é Relações Públicas e trabalha como profissional de Comunicação e Responsabilidade Social.

As áreas mais difíceis de medir, como as da criatividade e da inovação, são as mais lucrativas atualmente.

A economia criativa tem como bases a inovação e o conhecimento. Sem isso ela dificilmente será sustentável. Para que um processo torne-se sustentável, é preciso muito mais do que um ajuste no modelo existente. É preciso um novo modelo. Uma outra economia com base em recursos intangíveis, abundantes e renováveis.

CRIATIVA X TRADICIONAL

Na economia tradicional ou clássica, a reserva de valor é tangível, como terra, ouro, petróleo etc. Na criativa, a reserva de valor é intangível, como criatividade, experiência, cultura, conhecimento, atributos de marca etc., e ela só se torna visível quando existe um processo para trabalhá-la e gerar qualidade de vida.

O maior desafio para a sustentabilidade, hoje, é desenvolver novas métricas, outras maneiras de considerar recursos que não sejam somente financeiros e tangíveis – já que muitas vezes podemos ter resultados positivos financeiramente e negativos em outros aspectos, como poluição e desemprego, por exemplo.

ECONOMIA CRIATIVA = MAIOR LUCRATIVIDADE

As áreas mais difíceis de medir, como as da criatividade e da inovação, são as mais lucrativas atualmente. Enquanto todo o comércio global sofreu uma desaceleração no crescimento de 12% desde a crise de 2008, a economia criativa foi a que mais cresceu: 14%, para ser mais exata, estando em 1° lugar a China e em 2° lugar a Alemanha e os Estados Unidos.

Mas como passar do modelo clássico da economia ao criativo? Parece complexo, mas não é. Atitudes simples, como valorizar a diversidade e a preferência em consumir recursos locais também são novos modelos sustentáveis. Além disso, a utilização do patrimônio cultural também é uma forma de economia criativa, porque contribui para a valorização da cultura e da história de um povo, além de ser fonte de renda para os habitantes locais.

Durante a Rio+20, a economia criativa foi apontada como um dos principais eixos para o desenvolvimento sustentável. Para que um país estimule o crescimento dessa economia é necessário uma boa política pública, que eleve a autoestima da população e ajude a valorizar o que ela é.

Arquitetura, moda e design ainda são as áreas em que a economia criativa mais se destaca no Brasil. Mas este cenário tem que se ampliar se quisermos entrar para o ranking dos países que mais valorizam a sustentabilidade.

*Por Maria Alana Brinker, do Blog Comunicação e Tendências

Fonte: Blog Comunicação e Tendências

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