Presidente da Sabesp afirma que a água poderá acabar em novembro

Represa Jaguari-Jacareí, onde o índice que mede o volume de água armazenado no Sistema Cantareira é de apenas 5,1% da capacidade total (Foto: Luis Moura/Estadão Conteúdo)

Represa Jaguari-Jacareí, onde o índice que mede o volume de água armazenado no Sistema Cantareira é de apenas 5,1% da capacidade total (Foto: Luis Moura/Estadão Conteúdo)

A crise da água no estado de São Paulo, em tempos de campanha eleitoral, tem ganhado mais destaque midiático. Apesar de os candidatos contemplarem pouco essa demanda em suas falas, a população está alerta, principalmente nas redes sociais. Nesta quarta-feira (15), mais uma notícia ruim a respeito do problema foi divulgada, o que poderá ser mais um motivo de alarde entre os eleitores: a água de São Paulo poderá acabar até novembro, a depender dos níveis da chuva.

Essa informação foi transmitida pela presidente da Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo (Sabesp), Dilma Pena. Ela compareceu à Câmara de Vereadores da cidade de São Paulo e respondeu às indagações: “nós temos uma disponibilidade suficiente para atender a população nesse regime de chuvas até meados de novembro”, disse a presidente da Sabesp. Nós temos uma obra em fase de finalização para disponibilizar para o Sistema Cantareira mais 106 milhões de metros cúbicos por segundo”, disse Dilma sobre o reservatório atual.

Após os vereadores pedirem que Dilma respondesse às perguntas de forma objetiva e deixasse a linguagem técnica para seus funcionários, ela argumentou: “é um assunto complexo, não depende se vai chover, se não vai chover. Me desculpem, mas os senhores têm que ter um pouco de paciência para me ouvir”, disse após pergunta do vereador Roberto Tripoli (PV).

Questionada se divide a responsabilidade dos problemas atuais de falta d’água com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), Dilma afirmou que sim. “Este problema é um problema que eu divido com a diretoria colegiada da Sabesp, com os nossos superintendentes, que estão trabalhando 12 a 18 horas por dia ininterruptas, com o governo de administração e com o governo do estado de São Paulo. E estamos dividindo também com a sociedade paulista”.

O promotor José Eduardo Ismael Lutti disse que a empresa não tem planejamento contra a falta d’água e conta com a possibilidade de chuva. “Fica claro que a companhia não planeja para a segurança hídrica qualquer tipo de cenário, acreditando que as chuvas virão normalmente”.

Considerando as explanações desses especialistas, o povo de São Paulo, sem contar com um planejamento bem estruturado, vai precisar rezar para que chova.

*Redação

Fonte: G1

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