Gigantes da moda investem em cultura para demonstrar engajamento social

Bernard Arnault é o criador da LVMH / Foto: The New York Times

Bernard Arnault é o criador da LVMH / Foto: The New York Times

O mundo mudou. E muitas empresas perceberam a mudança. Bernard Arnault, 65 anos, construiu a LVMH, maior império do mundo da moda, dona de mais de 60 marcas, incluindo Louis Vuitton, Marc Jacobs, Givenchy, Fendi e Bulgari. Criou a Foundation Louis Vuitton, que custou U$135 milhões, e abre as portas ao público dia 27 de outubro de 2014. Para o New York Times, esse empreendimento é um presente cultural para Paris que poderá redesenhar a imagem da LVMH. Com a Fundação, Arnault oferece a Paris um museu com obras de artistas consagrados, como Andy Warhol e Picasso.

O museu financiado pela LVMH está situado em um parque público. Assim, em 55 anos, ele pertencerá à cidade. Outras ações de engajamento da LVMH incluem a criação do LVMH Young Fashion Design Prize e de programas de capacitação em moda e de estágios. Em 2014, o prêmio de design de moda teve 30 semifinalistas de nove países diferentes, incluindo Índia, Nigéria e Ucrânia.

A ação da LVMH demonstra uma nova tendência de engajamento das empresas do setor, que fazem vultosos investimentos com vistas a promover uma imagem pública de compromisso com a cultura. Em Roma, a Tod’s está financiando a restauração do Coliseu por 25 milhões de euros. Também em Roma, a Fendi (empresa controlada pela LVMH de Arnault), está financiando a restauração da Fonte de Trevos, ou Fontana di Trevi. Já a Versace está investindo na Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão. E os investimentos de Salvatore Ferragamo estão na Galeria Uffizi, em Florença.

Fundação Louis Vuitton, em Paris / Foto: Gonzalo Fuentes, Reuters

Fundação Louis Vuitton, em Paris / Foto: Gonzalo Fuentes, Reuters

Uma das maiores rivais da LVMH, a PPR, foi mais longe. Criou um novo nome para si: Kering (em inglês, pronuncia-se caring, que quer dizer carinho, cuidar). Para o New York Times, essa mudança vem com o objetivo de simbolizar a transformação da imagem de “negócio oportunista para empresa comprometida”. Então, criou a Kering Foudation, como um posicionamento público sobre a sustentabilidade, tendo postado uma “demonstração de resultados” do meio ambiente em seu site.

Diante do atual contexto de cases de engajamento social e ambiental vindos de diversos setores, a indústria da moda parece ter encontrado um modo de participar do movimento: investindo, principalmente, em Cultura. Apesar da crise dos últimos anos, o New York Times dá conta de que o banco Goldman Sachs entende a indústria da moda como uma das poucas histórias de sucesso europeu nos últimos cinco anos.

Sobre o investimento do setor em Cultura, Claudia D’Arpizio, da consultoria Bain e Company, opina que “está-se lidando com empreendedores que querem que sua marca sobreviva a eles e que perdure no tempo, e a Cultura é justamente preservar esse legado para o futuro”.

*Redação

Fonte: The New York Times

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