Reprodução de tartarugas marinhas alerta para necessidade de conservação das praias

No continente, o período de reprodução das tartarugas marinhas acontece entre setembro e março. Com o início de uma nova temporada de desova, aumentam as preocupações acerca da conservação das praias. De acordo com o biólogo Luiz Araújo, “o lixo lançado por banhistas pode afetar o sucesso reprodutivo desses animais, pois pode impedir o acesso de fêmeas aos locais adequados de desovas”. Luiz ressalta ainda que o processo reprodutivo das tartarugas é complexo, resultado de bastante esforço, principalmente da fêmea: “Ela chega a realizar de 3 a 7 posturas de ovos nas praias a cada ciclo de desova. Cada postura tem cerca de 120 ovos e demora de 45 a 60 dias para o nascimento das tartaruguinhas”. Luiz Araújo escreve para o site sobre sustentabilidade O Regador.

“Também sabemos dos problemas que iluminação equivocada pode gerar, desorientando os animais e tornando-os presas fáceis”, alerta o biólogo Luiz Araújo. Em 1997, foi editada a Lei Estadual 7.034, destinada a regular o uso de iluminação no litoral baiano, em medida de proteção às tartarugas marinhas. A area protegida compreende desde a divisa com o estado do Espírito Santo, até a foz do rio Corumbaú (Município de Itamaraju), e do Farol de Itapuã (Município de Salvador), até a divisa com o estado de Sergipe. Segundo a Lei, COELBA e Centro TAMAR-IBAMA são competentes para identificar as areas que necessitam de adequação, estabelecer critérios técnicos de adequação da luminosidade e fiscalizar as areas, acompanhando os projetos de iluminação.

O Centro TAMAR também é responsável por controlar os eventos que acontecem no Litoral Norte. Assim, a realização de qualquer evento em area que necessite de licenciamento ambiental, tais como são as areas do coqueiral, praias e dunas, precisam passar por avaliação do Centro TAMAR. Qualquer denúncia a respeito das tartarugas pode ser feita através do telefone do TAMAR, que funciona 24h: (71) 3676-1045.

Visando à proteção desses animais, a atual legislação também proíbe o consumo direto de tartarugas marinhas, bem como sua captura, abate, comércio e transporte. Mas, apesar de todas as medidas protetivas criadas pelo Poder Público, quatro espécies de tartarugas marinhas continuam presentes na lista de animais em extinção que foi elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente. São elas: tartaruga-verde, aruanã; tartaruga-de-pente; tartaruga-oliva e a tartaruga de couro.

Projeto TAMAR, Praia do Forte-BA.

Projeto TAMAR, Praia do Forte-BA.

A Bahia é um importante berçário de tartarugas e, não por acaso, abriga uma unidade do Projeto Tamar, organização criada em 1980 pelo antigo Instituto Brasileiro de desenvolvimento Florestal (IBDF), atual Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA). Junto com o estado de Sergipe, a Bahia é a principal área de desova de tartarugas-oliva (Lepidochelys olivacea) e também local de desova das tartarugas-de-pente (Eretmochelys imbricata) e das tartarugas-cabeçudas (Caretta caretta).

*Redação

Fonte: Ministério do Meio Ambiente, Projeto Tamar

 

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