Nova tecnologia produzirá água potável de forma sustentável e com baixo custo

Redação

A atual crise da água em São Paulo, considerada a pior que a metrópole já viveu, colocou a temática no centro das discussões no país. O Sistema Cantareira, responsável por assistir 9 milhões de habitantes, sofre com o menor volume de água dos rios que a abastece. Apesar da preocupação atual, essa não é a primeira crise. Em 2004, o nível do reservatório do Sistema da Cantareira ficou abaixo dos 30%.

Além de São Paulo, temos o Nordeste do Brasil, região cujas secas são já bastante conhecidas. Ainda na América Latina, temos o México, que viu a sua disponibilidade de água per capta cair de 18.035 metros cúbicos em 1950 para 3.982 metros cúbicos em 2013. Já em 2012, os Estados Unidos sofreu a pior seca dos últimos 50 anos.  Enfim, como se pode notar, o problema da água não tem fronteiras. O principal problema é uma questão matemática: consumimos além do que o planeta é capaz de repor. Consumimos mais do que produzimos. Aí a conta não fecha.

Por outro lado, é justamente nos momentos de crise que surgem as inovações tecnológicas mais úteis. Foi assim em diversos momentos da nossa história. No caso da água, o holandês Piet Oosterling surpreendeu. A tecnologia, batizada pela empresa Dutch Rainmaker de Air to Water ou Ar para Água, não utiliza uma turbina eólica para gerar eletricidade, como ocorre nos casos mais comuns de uso dessas turbinas, mas para produzir água potável.

A solução parece inusitada para os leigos, pois a nova tecnologia vai extrair água do ar. Como assim? A turbina do equipamento, com capacidade de produção de 7.500 litros por dia, ficará responsável por condensar a água, que será coletada por tanques. A água obtida por essa nova tecnologia poderá ser usada tanto para a agricultura quanto para o consumo humano. Essa nova opção de produção de água ainda consome zero carbono e tem baixo custo operacional quando comparada a outras tecnologias. Duas turbinas já estão em funcionamento, uma na Holanda e outra no Kuwait.

Curiosidade – como aconteceu com outros inventos da história, a inspiração do criador Piet Oosterling veio do cotidiano: sua terra natal, a Holanda, e seus moinhos.

Fonte: Dutch Rainmaker e Superinteressante

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